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Normatização 

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Normatização: NBR - ABNT

PRINCIPAIS NORMAS TÉCNICAS CUJA DESOBEDIÊNCIA RESULTA EM PATOLOGIAS CONSTRUTIVAS

ITEM

LOCAL

NORMA TÉCNICA

NOME

COMENTÁRIOS E EXEMPLOS DE DETALHES INFRINGIDOS E SUAS CONSEQÜÊNCIAS

1

PROJETO

NBR13531/95

Elaboração de projetos de edificações - Atividades técnicas

Seu item 2.4.8 - Projeto de execução (PE) é a origem de grande parte dos problemas construtivos.Diz "Etapa destinada à concepção e à representação final das informações técnicas da edificação e de seus elementos, instalações e componentes, completas, definitivas, necessárias e suficientes à licitação (contratação) e à execução dos serviços de obra correspondentes.

2

 

NBR13532/95

Elaboração de projetos de edificações - Arquitetura

Fixa as condições exigíveis para a elaboração de projetos de arquitetura para a construção de edificações, estabelecendo no item 6 as condições de aceitação ou rejeição dos documentos técnicos (desenhos e textos) por parte do contratante.

3

FUNDAÇÕES

NBR5629/96

Execução de tirantes ancorados no solo

Seu item 5.4.3 indica que cabe ao proprietário obter autorização para a perfuração em terreno de terceiros, que nem sempre é feita, resultando em lides judiciais. O excesso de pressão na injeção da calda pode provocar elevação do piso da garagem de vizinhos.

4

 

NBR6122/96

Projeto e execução de fundações

Seu desatendimento gera muitas lides judiciais, quer de vizinhos prejudicados, quer dos moradores, quando ocorrem recalques diferenciais, com surgimento de fissuras e trincas nas estruturas.

5

 

NBR9061/85

Segurança de escavação a céu aberto

Estabelece as condições de escoramento das escavações a céu aberto, que podem resultar em mortes, quando desatendidas.

6

ESTRUTURA

NBR6118/03

Projeto de estruturas de concreto - Procedimento

Aprovada em março/2003, para entrar em vigor em 30/3/2004, substitui a antiga NB-1 depois de 20 anos de tramitação, com muitas alterações, inclusive quanto à exigência de espessuras mínimas de concreto, estabelecendo fck mínimo de 20 Mpa para concretos estruturais.

7

 

NBR14931/03

Execução de estruturas de concreto - Procedimento

Substitui a antiga  NB1 na parte de procedimentos de  execução das estruturas de concreto. Seu desatendimento pode provocar desde trincas e fissuras até o comprometimento da estrutura do prédio.

8

ALVENARIA

NBR8545/84

Execução de alvenaria sem função estrutural de tijolos e blocos cerâmicos

Seu item 4.1.5 diz que a ligação da alvenaria com pilares pode ser efetuada com o emprego de "ferros-cabelo", e impõe o uso de vergas e contra-vergas nos vãos de esquadrias, origem muito comum das fissuras inclinadas ("bigodes").

9

 

NBR14956-1

Blocos de concreto celular autoclavado - Execução de alvenaria sem função estrutural - Parte 1: Procedimento com argamassa colante industrializada

Além de impor o uso de vergas e contravergas no item 4.2, estabelece espessuras mínimas das paredes em função da sua altura e comprimento, impondo no item 5.1.3 que os blocos devem ser previamente umedecidos e nunca encharcados. O assentamento deve ser feito com argamassas industrializadas colantes de acordo com a NBR14081/98.

10

 

NBR14956-2

blocos de concreto celular autoclavado - Execução de alvenaria sem função estrutural - Parte 2: Procedimento com argamassa convencional

Estabelece no item 4..4 que "as ligações das alvenarias aos pilares devem ser feitas, na maioria dos casos, apenas por aderência da argamassa de assentamento, com a junta vertical preenchida e preparo prévio das estruturas.  Impõe no item 4.1.4 o uso de "ferro-cabelo" ou tela eletrosoldada nas paredes externas, ou paredes sobre lajes em balanço, ou paredes de comprimento superior a 8m, sem junta de movimento. Impõe o preenchimento das juntas verticais, nas situações previstas em 5.2.2.2

11

REVESTIMENTO

NBR7200/98

Execução de revestimentos de paredes e tetos de argamassas inorgânicas - Procedimentos

Norma básica para os procedimentos de execução dos revestimentos, cuja desobediência pode resultar em fissuras, trincas, empolamentos, descolamentos, etc.

12

 

NBR13749/96

Revestimento de paredes e tetos de argamassas inorgânicas - Especificação

Impõe no item 5.1 que "os revestimentos devem ter propriedade hidrofugante, em caso de revestimento externo de argamassa aparente, sem pintura e base prosa. No caso de não se empregar argamassa hidrofugante, deve ser executada pintura específica para esse fim." e " ter propriedade impermeabilizante, em caso de revestimento externo de superfícies em contato com o solo"

13

INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS

NBR5626/98

Instalações prediais de água fria

Impõe afastamento de 60cm das caixas d'água enterradas em todas as direções, e dois ensaios de estanqueidade (antes e depois do revestimento) que, se fossem realizados, evitariam a maioria dos vazamentos que são reclamados.

14

 

NBR8160/99

Sistemas prediais de esgoto sanitário

A desobediência a suas disposições resulta em muitas lides judiciais, por deficiência dos ramais de ventilação (mau cheiro) ou falhas de dimensionamento (refluxo de água servida ou espumas) ou ausência de pontos de inspeção e manutenção.

15

 

NBR12266/92

Projeto e execução de valas para assentamento de tubulação de água, esgoto ou drenagem urbana

Dá as diretrizes para dimensionamento das valas, sua escavação e escoramento, que, quando desobedecidas, resultam em graves acidentes.

16

IMPERMEABILIZAÇÃO

NBR 9574/86

Execução de impermeabilização

As falhas de projeto ou execução de impermeabilizações costumam ser reclamadas em cerca de 40% das lides judiciais envolvendo construtoras e condomínios.

17

 

NBR9575/98

Projeto de impermeabilização

18

PLACAS CERÂMICAS

NBR13753/96

Revestimento de piso interno ou externo com placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante

Estas 3 normas concentram todas as indicações para a boa execução de revestimentos de placas cerâmicas, que podem resultar em muitas patologias, desde falhas de especificação das classes de abrasão (PEI1 - baixa até PEI5 -alta, da expansão por umidade (E.P.U), que não deveria ser maior que 0,6mm/m em fachadas, dos grupos de absorção de água (baixa absorção em banheiros, sob pena de mudança de coloração nos boxes), especificar altas classes de resistência a manchas em locais muito expostos, etc. Usar argamassa colante de classes AC-II ou AC-III no assentamento de fachadas, cobrindo totalmente o tardoz (não apresentar som cavo à percussão) e sem estourar o tempo em aberto da argamassa, com desempenadeiras de aço denteadas de 6 ou 8mm, cujos dentes devem ser recompostos quando a altura diminuir em 1mm. Especificam critérios rígidos de tolerâncias de execução e caimento, especificando a obrigatoriedade das juntas de assentamento, movimentação e dessolidarização. As placas pouco porosas, como é o caso dos porcelanatos, devem ser aplicadas com argamassas especiais "flexíveis"

19

 

NBR13754/96

Revestimento de paredes internas com placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante - Procedimento

20

 

NBR13755/96

Revestimento de paredes externas e fachadas com placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante - Procedimento

21

PERÍCIAS

NBR13752/96

Perícias de engenharia na construção civil

Dá as diretrizes para realização das perícias judiciais na área de construção civil.

Fonte: Paulo Grandiski


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