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Normas para a confecção de projetos

Autor: José Paulo Callado - Engo. Civil - CREA 23.334-D/RJ

Entendemos que os Incorporadores / Construtores deveriam dedicar mais atenção à confecção dos projetos e à sua compatibilização.
Fizemos uma leitura que achamos muito interessante, no sentido de que em outros países o tempo dedicado à análise e coordenação do projeto, feita de uma forma multidisciplinar, inclusive e principalmente com a participação do corretor de imóveis, demora mais de um ano, mas que por ocasião da execução, tudo esteja previsto e solucionado. Onde o engenheiro ou arquiteto encarregado da obra, apenas em situações extremas tenha que dar soluções para falhas ou omissões do projeto e que seja normalmente um fiel executor do projetado.
Desta forma conclamamos para uma valorização do projeto e do planejamento, com a plena consciência de que o dispêndio realizado é mais um investimento que uma despesa, julgada sem importância e que deva ser economizada. É totalmente indispensavel um perfeito entrosamento dos projetos, e dos projetistas. Bem como a análise prévia da adequabilidade do tipo de empreendimento para o local e o porte desejado.
É necessário haver profissionalismo numa atividade técnica e complexa.
Entendemos que o empirismo não pode perdurar, e quem não se profissionalizar e se cercar de profissionais competentes, perderá a competitividade e a credibilidade.
Os problemas de credibilidade que o setor enfrenta após a quebradeira de empresas antigas e tradicionais, inclusive, precisam servir de alerta e de estímulo para a busca de soluções e de credibilidade.
Pessoas várias já me externaram a opinião de que estão temerosas de adquirir imóveis em construção, preferindo adquirir o imóvel pronto e averbado no Ofício de Registro de Imóveis.
Aumenta o número de pessoas que estão procurando verificar melhor o que estão comprando, pedindo uma Matrícula atualizada, em busca da Incorporação e da verificação da existência de ônus gravando o imóvel.
Com o desenvolvimento do convênio do PBQP-H, deverá ser lançado um selo de qualidade, para premiar os bons construtores e os distinguir de pessoas descompromissadas com a nossa categoria, que buscam lucros fáceis, vendem um ou dois prédios, normalmente de péssima qualidade e somem do mercado. Os novos construtores são benvindos à praça, desde que desejem trabalhar profissionalmente. Nos temos uma industria, mas é a única em que vez por outra enxergamos leigos, assessorados por incompetentes, as dirigindo.
Outro ponto que temos a maior convicção de sua importância, julgamos fundamental, essencial e prioritário, é o do controle financeiro do custo das obras. Toda empresa trabalha em busca do lucro, mas todos nos conhecemos vários empreendimentos que deram prejuízos, e o pior, sem que o Incorporador o previsse, controlasse ou posteriormente tomasse providências para evitar a sua repetição.
Entendemos que não é correta a seguinte proposição, custo + lucro = preço de venda; o correto é se partir do preço de venda, comparar com o custo, se necessário trabalhar sobre o custo, e aí se o lucro for compensador, levar o projeto adiante, ou seja, preço de venda – custo = lucro.
Entendemos que as empresas que financiarem as suas construções com recursos bancários, terão um acréscimo nos custos de tal ordem que perderão a competitividade do mercado. Vejamos a diferença de custos entre 2 (duas) empresas, uma (A) que usa recursos próprios e de clientes (juros de 1%), e outra (B) recursos bancários e de clientes (juros de 6%). Para um desembolso médio de R$ 1.000.000,00 (R$ 0,00 no início a R$ 2.000.000,00 no final), num prazo médio de 8 meses (16 meses de construção ÷ 2 = 8), temos um custo de juros diferenciado de 5% (6% - 1% = 5%), ou seja a empresa B, tem seu custo acrescido de R$ 400.000,00 (5% x 8 = 40%).

A título de sugestão e de incentivo ao pensar, disponibilizo algumas normas que adoto na condução da confecção dos projetos, elas servem como idéias que poderão servir de estímulo à discussão e à adaptação para cada empresa (Use o formato Lay Out de página por causa de figuras existentes que só aparecem neste formato).
Como dispomos também algumas planilhas em EXCEL, sobre controle de custos (simples, sumária e que só serve para analisar o já realizado, com os juros calculados pelo método Hamburguês), sobre o controle do material permanente (chamamos de permanente aquilo não é aplicado na obra e deva ser controlado ou ser usado em outras obras ou no escritório)

Normas orientadoras para uma Construtora

1) Normas para o Projeto Arquitetônico
2) Normas para o Projeto Estrutural
3) Normas para o Projeto de Instalações
4) Sugestões / cuidados nos Projetos de Arquitetura para atender às Incorporações

Fortaleza, CE, 26 / 07 / 2002

 

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